quarta-feira, 29 de julho de 2009
ABERTURA DO CAMPEONATO ABERTO INFANTIL E JUVENIL DE FUTEBOL-2009
A ABERTURA DO 14º CAMPEONATO ABERTO INFANTIL E JUVENIL DE FUTEBOL SERÁ REALIZADA NESTE SÁBADO DIA 01- 08-2009, A PARTIR DAS 16:00HS. AS EQUIPES PARTICIPANTES DEVERÃO ESTAR NA CONCENTRAÇÃO ÀS 14:00HS. CONSTARÁ NA SOLENIDADE DO ABERTURA; EXECUÇÃO DO HINO NACIONAL, HASTEAMENTO DA BANDEIRA NACIONAL, CORRIDA DO FOGO SIMBÓLICO E ACENDIMENTO DA PIRA OLÍMPICA LOGO APÓS SERÁ FEITO O JURAMENTO DO ATLETA E EM SEGUIDA O DESFILE DAS AGREMIAÇÕES. APÓS O ENCERRAMENTO DAS SOLENIDADES ACONTECERÁ O PRIMEIRO JOGO DO CAMPEONATO ENTRE AS EQUIPES INFANTIS: POLÍCIA MILITAR X AJOFEN.
Comicio em Beco Estreito
Uma boa poesia do Mestre Jessier Quirino pra pensar nas proximas eleições:
Pra se fazer um comício
Em tempo de eleição
Não carece de arrodei
Nem dinheiro muito não
Basta um F-4000
Ou qualquer mei caminhão
Entalado em beco estreito
E um bandeirado má feito
Cruzando em dez posição.
Um locutor tabacudo
De converseiro comprido
Uns alto-falante rouco
Que espalhe o alarido
Microfone com flanela
Ou vermelha ou amarela
Conforme a cor do partido.
Uma ganbiarra véa
Banguela no acender
Quatro faixa de bramante
Escrito qualquer dizer
Dois pistom e um taró
Pode até ficar melhor
Uma torcida pra torcer
Aí é subir pra riba
Meia dúzia de corruto
Quatro babão, cinco puta
Uns oito capanga bruto
E acunhar na promessa
E a pisadinha é essa:
Três promessa por minuto.
Anunciar a chegança
Do corruto ganhador
Pedir o "V" da vitória
Dos dedo dos eleitor
E mandar que os vira-lata
Do bojo da passeata
Traga o home no andor.
Protegendo o monossílabo
De dedada e beliscão
A cavalo na cacunda
Chega o dono da eleição
Faz boca de fechecler
E nesse qué-ré-qué-qué
Vez por outra um foguetão.
Com voz de vento encanado
Com os viva dos babão
É só dizer que é mentira
Sua fama de ladrão
Falar dos roubo dos home
E tá ganha a eleição.
E terminada a campanha
Faturada a votação
Foda-se povo, pistom
Foda-se caminhão
Promessa, meta e programa...
É só mergulhar na Brahma
E curtir a posição.
Sendo um cabra despachudo
De politiquice quente
Batedorzão de carteira
Vigaristão competente
É só mandar pros otário
A foto num calendário
Bem família, bem decente:
Ele, um diabo sério, honrado
Ela, uma diaba influente
Bem vestido e bem posado
Até parecendo gente
Carregando a tiracolo
Sem pose, sem protocolo
Um diabozinho inocente".
Pra se fazer um comício
Em tempo de eleição
Não carece de arrodei
Nem dinheiro muito não
Basta um F-4000
Ou qualquer mei caminhão
Entalado em beco estreito
E um bandeirado má feito
Cruzando em dez posição.
Um locutor tabacudo
De converseiro comprido
Uns alto-falante rouco
Que espalhe o alarido
Microfone com flanela
Ou vermelha ou amarela
Conforme a cor do partido.
Uma ganbiarra véa
Banguela no acender
Quatro faixa de bramante
Escrito qualquer dizer
Dois pistom e um taró
Pode até ficar melhor
Uma torcida pra torcer
Aí é subir pra riba
Meia dúzia de corruto
Quatro babão, cinco puta
Uns oito capanga bruto
E acunhar na promessa
E a pisadinha é essa:
Três promessa por minuto.
Anunciar a chegança
Do corruto ganhador
Pedir o "V" da vitória
Dos dedo dos eleitor
E mandar que os vira-lata
Do bojo da passeata
Traga o home no andor.
Protegendo o monossílabo
De dedada e beliscão
A cavalo na cacunda
Chega o dono da eleição
Faz boca de fechecler
E nesse qué-ré-qué-qué
Vez por outra um foguetão.
Com voz de vento encanado
Com os viva dos babão
É só dizer que é mentira
Sua fama de ladrão
Falar dos roubo dos home
E tá ganha a eleição.
E terminada a campanha
Faturada a votação
Foda-se povo, pistom
Foda-se caminhão
Promessa, meta e programa...
É só mergulhar na Brahma
E curtir a posição.
Sendo um cabra despachudo
De politiquice quente
Batedorzão de carteira
Vigaristão competente
É só mandar pros otário
A foto num calendário
Bem família, bem decente:
Ele, um diabo sério, honrado
Ela, uma diaba influente
Bem vestido e bem posado
Até parecendo gente
Carregando a tiracolo
Sem pose, sem protocolo
Um diabozinho inocente".
terça-feira, 19 de agosto de 2008
AOS NOBRES COLEGAS PROFESSORES
Movida pelo sentimento de indignação ao ler uma matéria na revista Veja nº 33 datada de 20-08-2008 e intitulada: "PRONTOS PARA O SÉCULO XIX", decidi partilhar com os ilustres colegas a dor gerada pelo equívoco e pela falta de esclarecimento pedagógico por parte da revista.
Como Veja diz na própria matéria: "vamos falar sem rodeios". Nossa prática pedagógica está sendo questionada, atitude que muito me apraz como educadora que deseja estar sempre sendo avaliada a fim de melhorar sua prática, ampliar e até mesmo modificar suas concepções pedagógicas. No entanto, muito me impressiona a afirmação da revista Veja, citando pesquisas, que "para os brasileiros tudo vai bem nas escolas" e que na realidade o sistema é medíocre. Ora, até que nós, educadores, adoraríamos que a premissa do "vai bem" fosse realidade, pois é para isso e por isso que carregamos a marca visionária de "lentes", e enfrentamos corajosamente os entraves e percalços da educação brasileira. Não somos heróis, nem vilões, somos apenas uma categoria profissional que, nascida da necessidade de atender à elite colonizadora em nosso país, para socorrê-la de um "racha" com a Igreja jesuíta, teve a chance de se estabelecer laica. Segundo argumenta a matéria, os educadores estão pregando doutrinas esquerdizantes e induzem politicamente seus alunos a pensarem como manifestantes do século XIX em pleno século XXI, isso com a " justificativa de incentivar a cidadania" pregando que máquinas tiram empregos.
Fomos rotulados de instrumento de alienação, de meros "leitores de resumos de grandes pensadores", ou seja, de inócuos saudosos de algo que verdadeiramente não conhecemos. Não chega a ser dramática, mas é espantosa a capacidade, ou melhor, incapacidade da revista ao classificar como descomprometido o profissional de educação quando essa alega que estamos mais preocupados em formar cidadãos que aplicar os conteúdos das disciplinas previstos nos planejamentos anuais. Ingenuidade pérfida esta. Não bastasse o mau propósito, ainda envolve os pais de alunos usando o que é mais precioso para a educação contra a própria educação: o conhecimento. É imperdoável, à luz de quem é profissional, dizer que está em segundo plano ou em plano nenhum o compromisso com o cumprimento do programa das disciplinas. Talvez isso se afirme por nossa maior preocupação, na verdade, não ter sido repassar conhecimentos pré-estabelecidos e impô-los a nossos alunos como verdades absolutas, bem é verdade que a partir desses conhecimentos e da compreensão das múltiplas realidades que envolvem o educando procuramos desenvolver neste não apenas a aquisição, mas a produção do conhecimento. Ser "bamba em matemática e saber interpretar texto" sem compreender o que se está fazendo, sem conseguir inserir o que se sabe no contexto social a fim de tomar posse do conhecimento, chega a ser ridículo, é promiscuidade intelectual. Flexão, bem como adequação de planejamento pedagógico nunca será abandono de proposta curricular, trata-se apenas de mais um repensar dentre as tantas formas de tornar viável o projeto pedagógico.
Na mesma matéria também se podem observar severas críticas às formas de abordagens e explanação dos conteúdos. A escolha do livro didático sempre foi um desafio para nós educadores, visto que não há livro perfeito. Procuramos acertar na indicação, mas isto não garante o texto imaculado e sem equívocos. Assim fosse, seríamos homens de um livro só. O sonho de um mundo menos desigual e mais justo está longe, mas bem longe, de ser uma doutrina marxista comunista, mas está muito próximo dos anseios de qualquer ser humano que deseje perpetuar sua raça, ainda que ele mesmo seja a sua maior ameaça. Portanto, se Marx ainda incomoda, algo está muito equivocado.
Acredito, apesar da desconstrução dos valores e do caos em que nos metemos nos últimos séculos, que a educação ainda é viável. Não é desmoralizando, minimizando e humilhando os profissionais de educação que a revista Veja contribuirá de alguma forma para a melhoria da educação, nem mesmo fazendo patéticas enquetes com professores sobre baluartes da física alemã ou da pedagogia brasileira, tão oprimida. Nós buscamos soluções, esta é a função de quem está envolvido e tem compromisso com a educação. Se a revista não consegue sugerir algo de bom que realmente valha a pena e que contribua favoravelmente para a educação, ao menos nos poupe do juízo de valor legado ao educador Paulo Freire como sendo uma farsa educativa em função e a serviço de ideologias esquerdistas. Fácil é afirmar que o sistema é medíocre e não apontar mudanças. Estas mudanças por que tanto lutamos e somos tão incompreendidos. Não existe conhecimento estanque, não podemos pensar em educação sem fazer a cada instante uma revolução no conhecimento. Está provado!
Rejane Bezerra Campos de Melo, professora de língua portuguesa.Recife, PE
Como Veja diz na própria matéria: "vamos falar sem rodeios". Nossa prática pedagógica está sendo questionada, atitude que muito me apraz como educadora que deseja estar sempre sendo avaliada a fim de melhorar sua prática, ampliar e até mesmo modificar suas concepções pedagógicas. No entanto, muito me impressiona a afirmação da revista Veja, citando pesquisas, que "para os brasileiros tudo vai bem nas escolas" e que na realidade o sistema é medíocre. Ora, até que nós, educadores, adoraríamos que a premissa do "vai bem" fosse realidade, pois é para isso e por isso que carregamos a marca visionária de "lentes", e enfrentamos corajosamente os entraves e percalços da educação brasileira. Não somos heróis, nem vilões, somos apenas uma categoria profissional que, nascida da necessidade de atender à elite colonizadora em nosso país, para socorrê-la de um "racha" com a Igreja jesuíta, teve a chance de se estabelecer laica. Segundo argumenta a matéria, os educadores estão pregando doutrinas esquerdizantes e induzem politicamente seus alunos a pensarem como manifestantes do século XIX em pleno século XXI, isso com a " justificativa de incentivar a cidadania" pregando que máquinas tiram empregos.
Fomos rotulados de instrumento de alienação, de meros "leitores de resumos de grandes pensadores", ou seja, de inócuos saudosos de algo que verdadeiramente não conhecemos. Não chega a ser dramática, mas é espantosa a capacidade, ou melhor, incapacidade da revista ao classificar como descomprometido o profissional de educação quando essa alega que estamos mais preocupados em formar cidadãos que aplicar os conteúdos das disciplinas previstos nos planejamentos anuais. Ingenuidade pérfida esta. Não bastasse o mau propósito, ainda envolve os pais de alunos usando o que é mais precioso para a educação contra a própria educação: o conhecimento. É imperdoável, à luz de quem é profissional, dizer que está em segundo plano ou em plano nenhum o compromisso com o cumprimento do programa das disciplinas. Talvez isso se afirme por nossa maior preocupação, na verdade, não ter sido repassar conhecimentos pré-estabelecidos e impô-los a nossos alunos como verdades absolutas, bem é verdade que a partir desses conhecimentos e da compreensão das múltiplas realidades que envolvem o educando procuramos desenvolver neste não apenas a aquisição, mas a produção do conhecimento. Ser "bamba em matemática e saber interpretar texto" sem compreender o que se está fazendo, sem conseguir inserir o que se sabe no contexto social a fim de tomar posse do conhecimento, chega a ser ridículo, é promiscuidade intelectual. Flexão, bem como adequação de planejamento pedagógico nunca será abandono de proposta curricular, trata-se apenas de mais um repensar dentre as tantas formas de tornar viável o projeto pedagógico.
Na mesma matéria também se podem observar severas críticas às formas de abordagens e explanação dos conteúdos. A escolha do livro didático sempre foi um desafio para nós educadores, visto que não há livro perfeito. Procuramos acertar na indicação, mas isto não garante o texto imaculado e sem equívocos. Assim fosse, seríamos homens de um livro só. O sonho de um mundo menos desigual e mais justo está longe, mas bem longe, de ser uma doutrina marxista comunista, mas está muito próximo dos anseios de qualquer ser humano que deseje perpetuar sua raça, ainda que ele mesmo seja a sua maior ameaça. Portanto, se Marx ainda incomoda, algo está muito equivocado.
Acredito, apesar da desconstrução dos valores e do caos em que nos metemos nos últimos séculos, que a educação ainda é viável. Não é desmoralizando, minimizando e humilhando os profissionais de educação que a revista Veja contribuirá de alguma forma para a melhoria da educação, nem mesmo fazendo patéticas enquetes com professores sobre baluartes da física alemã ou da pedagogia brasileira, tão oprimida. Nós buscamos soluções, esta é a função de quem está envolvido e tem compromisso com a educação. Se a revista não consegue sugerir algo de bom que realmente valha a pena e que contribua favoravelmente para a educação, ao menos nos poupe do juízo de valor legado ao educador Paulo Freire como sendo uma farsa educativa em função e a serviço de ideologias esquerdistas. Fácil é afirmar que o sistema é medíocre e não apontar mudanças. Estas mudanças por que tanto lutamos e somos tão incompreendidos. Não existe conhecimento estanque, não podemos pensar em educação sem fazer a cada instante uma revolução no conhecimento. Está provado!
Rejane Bezerra Campos de Melo, professora de língua portuguesa.Recife, PE
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